INTENÇÃO DO COMÉRCIO DE INVESTIR E VOLTAR A CONTRATAR SOBE EM AGOSTO

Elevação na intenção de expandir os negócios pode significar uma recuperação do setor já no final deste ano, segundo pesquisa da FecomercioSP.

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Finalmente, as boas notícias estão chegando. Nos últimos quatro meses, a percepção dos empresários do comércio varejista da região Metropolitana de São Paulo, sobre a recuperação da economia se consolida gradativamente.

O Índice de Expansão do Comércio (IEC), pesquisa realizada todos os meses pela FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, registrou crescimento de 15,8% e, em agosto, em relação ao mesmo mês do ano passado. Na comparação com julho, houve estabilidade, com leva alta de 0,1%.

CONFIANÇA DA MICRO E PEQUENA EMPRESA CRESCE 12,2% EM AGOSTO. É O QUARTO MÊS SEGUIDO DE ALTA, MOSTRA INDICADOR DO SPC BRASIL

Nível de confiança entre micro e pequenos empresários atinge maior patamar em 15 meses. Mesmo com retrospecto ruim, 52% têm boas expectativas com a economia para os próximos seis meses

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O Indicador de Confiança da Micro e Pequena Empresa (ICMPE) calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) cresceu 12,2% em agosto na comparação com julho deste ano, alcançando 50,17 pontos na escala. Trata-se do quarto mês consecutivo que o indicador apresenta uma melhora em relação ao mês anterior. Além disso, foi a primeira vez desde maio de 2015, início da série histórica, que o indicador superou o nível neutro de 50 pontos – o termômetro do indicador varia de zero a 100, sendo que quanto mais próximo de 100, mais confiantes estão os empresários.

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, "o reestabelecimento da confiança dos agentes econômicos é uma notícia a ser comemorada, mas os seus efeitos sobre as variáveis reais devem ser de uma recuperação lenta, demorada e que precisa ser confirmada daqui para frente. Isso, no entanto, dependerá dos rumos da política econômica adotada pelo novo governo efetivado apenas recentemente no cargo e de um cenário político mais estável e de convergência. Este é um passo importante para a retomada do crescimento, uma vez que as dificuldades persistem. Afinal, a decisão de investir depende fundamentalmente da expectativa que o empresário tem em alcançar lucros e expandir seus negócios", afirma Pinheiro.

O Indicador de Confiança é composto pelo Indicador de Condições Gerais e pelo Indicador de Expectativas. Por meio da avaliação das condições gerais, busca-se medir a percepção dos micro e pequenos varejistas e empresários de serviços sobre os últimos seis meses. Já através das expectativas, busca-se medir o que se espera para os próximos seis meses.

COMO A NOVA LEI DO ESPAÇO PÚBLICO BENEFICIA AS FRANQUIAS?

Novas regras publicadas em julho tratam da ocupação e utilização de áreas públicas pelo comércio. Há quem diga que trazem oportunidades também. Entenda.

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Em julho deste ano, foi publicada a Lei nº 11.311/2016, que estabelece novas normas gerais para a ocupação e utilização de áreas públicas por quiosques, trailers, feiras e bancas de jornal e revistas. As novas regras vão trazer inovações relevantes para esse tipo de negócio e podem representar uma excelente oportunidade para o setor de franquias.

A principal novidade é que os espaços públicos serão objetos de outorga oficial por parte dos Municípios a qualquer pessoa interessada, desde que preencha os requisitos a serem exigidos pelo poder público local. Isso significa que será possível conseguir uma condição formal por prazo determinado.

De acordo com Gabriel Villarreal, sócio do Villarreal Advogados, essa concessão gera um direito mais estável, com relação ao uso do espaço público. "Hoje, sem a regulamentação, os espaços públicos acabam sendo mais utilizados por comércios informais como camelôs e pequenas barracas. Porque um negócio mais elaborado precisa de segurança e um tempo maior, em razão do investimento", explica.

"A Lei veio trazer essa estabilidade. Com a outorga, o empresário terá uma garantia de permanência e para o mercado de franquias isso é ótimo, por causa do tempo necessário para obter o retorno do investimento. O fato de ter uma previsibilidade faz com que os franqueados possam investir com a segurança de que não serão retirados do local aleatoriamente", comenta Villarreal.

Para Janssen Murayama, diretor administrativo financeiro da ABF Rio (Associação Brasileira de Franchising), a Lei chegou em um bom momento. "O negócio de franquias vive de 'modas'. Em 2014, a moda era franquia de sobrancelhas, no ano seguinte as paletas mexicanas chegaram com força total, e neste ano, se fosse escolher alguém que está na moda seria o food truck. Então, a Lei veio ao encontro dessa 'moda' no mundo das franquias. E vai trazer muitos benefícios para o setor", avalia. Vale ressaltar que qualquer empreendedor pode solicitar essa outorga, não só para abrir franquias, lembra Murayama.

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